quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

É possível fazer comunicação com mais emoção? Claro... Colocar o ‘coração na palavra’, como expressado por um gerente, faz muita diferença nas relações internas, que estão cada vez mais complexas e difíceis de serem acompanhadas.
Que o mundo não é mais o mesmo que no passado, isso é certo. Podemos afirmar até que o mundo não é mais igual ao segundo que passou. Estamos vivendo na ‘hipervelocidade da mudança’, e está cada vez mais difícil acompanharmos. Como se fosse uma prova final de 100 metros nas Olimpíadas, em menos de 10 segundos tudo já começou, se desenvolveu e terminou.
Mas como podemos contribuir para tornar a comunicação mais emocional, com mais vida e emoção? Primeiro, devemos voltar às estratégias da organização. Aonde a organização quer chegar e quais são os caminhos que teremos de percorrer para atingirmos nossos objetivos? Somente assim poderemos contribuir efetivamente para um processo de comunicação estratégica, alinhada ao planejamento da organização. Não existe comunicação pela comunicação ou apenas comunicação ferramental.
Os líderes das organizações têm solicitado, inúmeras vezes, que a comunicação interna tenha mais emoção, seja mais envolvente e que faça o funcionário se sentir ‘em casa’. Bom, se ‘sentir em casa’ é um pouco difícil, pois o local de trabalho nunca será (e não pode ser) nosso lar. Nossa casa é bem diferente de nosso ambiente de trabalho.
O que realmente sinto falta é de líderes que consigam transmitir essas emoções, esse encantamento, todo o envolvimento que precisamos das pessoas que trabalham e movem as empresas. ‘Colocar coração nas palavras’, não somente colocar coração nas palavras escritas, mas sim, e em especial, na palavra oral, na comunicação face a face. São as relações humanas que devem ser humanizadas nas organizações. Tudo pode parecer um pouco estranho... Se as relações já são humanas, porque precisamos humanizá-las?! Tem muita gente mecanizando essas relações nas organizações. Vamos contribuir, como comunicadores, para essa mudança. Afinal de contas, nosso público interno não é apenas uma matrícula em um crachá.

PAULO HENRIQUE SOARES

Diretor do Capítulo Regional Rio de Janeiro da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), membro do Instituto de Reputação Brasil e atualmente é gerente geral de Comunicação da Vale.

(http://www.nosdacomunicacao.com.br/panorama_interna_col.asp?panorama=105&tipo=C)


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